SEGURANÇA ÍNTIMA Embora atingido pela maleivosa insinuação da inveja, não te deixes arrastar à inquietação. Não obstante a urdidura da maledicência tentando envolver-te em suas malhas, não te perturbes com a sua insídia. Mesmo que te percebas incompreendido, quando não caluniado pelos frívolos e despeitados, não te aflijas. Segurança interior deve ser a tua força de equilíbrio, a resistência dos teus propósitos. Quem é fiel a um ideal dignificante não consegue isentar-se da animosidade gratuita que grassa soberana, ou sequer logra permanecer inatacável pela pertinácia da incúria. Somente os inúteis poderiam acreditar-se não agredidos. O bom operário, todavia, quando na desincumbéncia dos deveres, experimenta as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem desanimá-lo. De forma alguma concedas acesso a irritação ou à informação malsã na tua esfera de atividades. Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos, quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em conduta correta em relação aos compromissos com Jesus. Quem serve ao mundo e a ele se submete certamente não dispõe de tempo para os deveres relevantes, em relação ao espírito. A recíproca, no caso, é verdadeira. Não te eximirás, portanto, à calúnia, à difamação, às artimanhas dos famanazes da irresponsabilidade, exceto se estiveres de acordo com eles. Não produzem e sentem-se atingidos por aqueles que realizam, assim desgastando-se e partindo para a agressividade, com as armas que lhes são afins. Compreende-os malgrado não te concedas sintonizar com eles, nas faixas psíquicas em que atuam. Não reajas, nem os aceites. Suas farpas não devem atingir-te. Eles estão contra tudo. Afinal estão contra eles mesmos, por padecerem de hipertrofia dos sentimentos e enregelamento da razão. Segurança íntima é fruto de uma consciência tranqüila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo. Assim, não te submetas ou te condiciones às injunções de homens ou Entidades, se pretendes servir ao Senhor. Toda sujeição aos transitários impositivos das paixões humanas, em nome do Ideal de vida espiritual, se transforma em escravidão com lamentável desrespeito aos compromissos reais assumidos em relação ao Senhor. Recorda-te d’Ele, Crucificado, desprezado, odiado por não se submeter aos impositivos da mentira e das vacuidades humanas, todavia triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
O BEM SEMPRE O bem que deixes de fazer, podendo fazê-lo, é um grande mal que fazes. Quando convidado a informar sobre alguém, referes-te ao seu lado positivo, dando oportunidade ao outro para renovar as suas paisagens íntimas infelizes, sem o constrangimento de saber que os demais estão inteirados das suas dificuldades. Se alguém agir mal em referência a ti, inutilmente passarás o acontecimento adiante. Muito ajuda aquele que não divulga as mazelas do próximo. Hábito salutar se deve impor o cristão para o feliz desiderato, na comunidade em que realiza as suas experiências evolutivas: policiar a palavra. Infelizmente, a invigilância em relação ao verbo tem sido responsável por muitos dissabores e conflitos que não se justificam. Aliás, coisa alguma constitui desculpa honesta para contendas e perturbações. A civilização e a cultura, engendrando os valores éticos da educação, constituem -eficientes recursos para que o homem se liberte das paixões inferiores que geram desforços, agressões, pelejas, através dos quais resvala, inexoravelmente, de retorno às expressões primitivas, que já deveria haver superado. Toda interpelação agressiva, qualquer verbete ferinte, cada reação violenta constitui ingrediente para a combustão do ódio e a semeação nefasta da amar-gura. Útil quão urgente o esforço pela preservação da paz íntima, mesmo quando concitado ao desvario ou diretamente chamado ao desforço pessoal. Dos hábitos mentais — suspeita, ciúme, inveja, animosidade, fixação —, como dos condicionamentos superiores pelo exercício do pensamento — reflexão, prece, humildade, auto-exame — decorrem as atitudes, quando se é surpreendido pela agressividade ou perseguido pela antipatia espontânea de alguém, em si mesmo inditoso. Reagirás sempre, conforme cultives o pensamento. Falarás e agirás conforme as aquisições que armazenares nos depósitos mentais, através das ocorrências do cotidiano. Assim, atenta, quanto possível, para os valores dignificantes do teu próximo, exercitando-te nas visões relevantes e contribuirás com expressivos recursos em favor da economia de uma Terra feliz por que aspiras na vivência contínua do bem sempre. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
DIREITO DE LIBERDADE Intrinsecamente livre, criado para a vida feliz, o homem traz, no entanto, ínsitos na própria consciência, os limites da sua liberdade. Jamais devendo constituir tropeço na senda por onde avança o seu próximo, é-lhe vedada a exploração de outras vidas sob qualquer argumentação, das quais subtraia o direito de liberdade. Sem dúvida, centenas de milhões de seres transitam pela infância espiritual, na Terra, sem as condições básicas para o auto-discernimento e a própria condução. Apesar disso, a ninguém é lícito aproveitar-se da circunstância, a fim de coagir e submeter os que seguem na retaguarda do progresso, antes competindo aos melhor dotados e mais avançados distender-lhes as mãos, em generosa oferenda de auxílio com que os educarão, preparando-os para o avanço e o crescimento. Liberdade legítima decorre da legítima responsabilidade, não podendo aquela triunfar sem esta. A responsabilidade resulta do amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e sociais, que são a questão matriz fomentadora dos lídimos direitos humanos. Pela lei natural todos os seres possuímos direitos, que, todavia, não escusam a ninguém dos respectivos contributos que decorrem do seu uso. A toda criatura é concedida a liberdade de pensar, falar e agir, desde que essa concessão subentenda o respeito aos direitos semelhantes do próximo. Desde que o uso da faculdade livre engendre sofrimento e coerção para outrem, incide-se em crime passível de cerceamento daquele direito, seja por parte das leis humanas, sem dúvida nenhuma através da Justiça Divina. Graças a isso, o limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, a prisão sem barras em que expungirá mais tarde, mediante o impositivo da reencarnação, ou as asas de luz para a perene harmonia. A liberdade é a grande saga dos povos, das nações, da Humanidade que lutam através dos milênios contra a usurpação, a violência, a hegemonia da força dominadora, sucumbindo, sempre, nessas batalhas os valores éticos, vencidos pelo caos da brutalidade. Livre o homem se tornará, somente, após romper as férreas algemas que o agrilhoam aos fortins das paixões. A sua luta deve partir de dentro, vencendo-se, de modo a, pacificando-se interiormente, usufruir dessa liberdade real que nenhuma grilheta ou presídio algum pode limitar ou coibir. Enquanto, porém, arrojar-se à luta sistemática de opinião de classe, de grei, de comunidade, de fé, de nação, estimulará a desordem e a escravidão do vencido. Todo vencedor guerreiro, porém, é servo de quem lhe padece às mãos, qual ocorre com os guardiães de presidiários, que se fazem, também, presos vigiando encarcerados. Prega e vive o amor conforme o ensinou Jesus. Ensina e usa a verdade em torno da vida em triunfo, de que está referto o Evangelho, a fim de seres livre. Atém-te aos deveres que te ensinam engrandecimento e serviço ao próximo. O trabalho pelos que sofrem limites e tumultos ensinar-te-á auto-conhecimento, favorecendo-te com o júbilo de viver e a liberdade de amar. Na violência trágica do Gólgota não vemos um vencido queixando-se, esbravejando impropérios e explodindo em revolta. Sua suprema sujeição e seu grandioso padecimento sob o flagício da loucura dos perseguidores gratuitos atingem o clímax no brado de perdão a todos: ingratos, cruéis, insanos, em insuperável ensinamento sobre a liberdade de pensar, falar e agir com a sublime consciência responsável pelo dever cumprido. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
INGRATIDÕES Muito raro nos corações, por enquanto, o sentimento da gratidão. O semblante afável, a voz melodiosa, a atitude gentil no ato da solicitação do auxílio, quase sempre se convertem em sisudez, verbetes duros, gestos bruscos no momento de retribuir. Gratidão prescreve altruísmo, amplitude de espírito, riqueza de emoções. Como o egoísmo prossegue triunfante, em grande número de pessoas, estas, mesmo quando sentem as expressões do reconhecimento repontarem no imo, se asfixiam, vencidas por controvertidos estados íntimos. Algumas alegam que não sabem retribuir, que se constrangem, sentem receio, avergonham-se... E olvidam que é sempre mais feliz aquele que dá, felicitando-se, também quem retribuir sentimentos, gestos ou palavras. Retribuir com ternura, com expressões de afeto, com gestos de simpatia fraternal em testemunhos de solidariedade constituem formas de gratidão no seu sentido nobre. Não apenas por meio de moedas, objetos, utensílios deve ser a preocupação dos que se beneficiaram junto a alguém, buscando exteriorizar ou traduzir gratidão de que se sentem possuídos. Sê tu quem doa reconhecimento, quem resgata a dívida da gratidão pela fidelidade, afeição e respeito a quem te foi ou te é útil. Nunca esqueças o bem que recebeste, embora se modifiquem os quadros da vida em relação a ti ou a quem te beneficiou. Se alguém te retribui com a ingratidão o bem que doaste, exulta. Ë sempre melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo. Se ofertaste carinho e bondade, sustentando a alegria nos corações alheios e te retribuem com azedume ou indiferença, alegra-te. O ingrato é alguém que enlouquece a longo prazo. Se te sentes tentado à decepção, porque o bem que fazes se demora sem a resposta dos que o fruem rejubila-te. A árvore não se nega a doar aos malfeitores do caminho novos frutos, após ser apedrejada por eles. Não te constitua modelo aquele que delinqüe pela ingratidão ou que te esquece o benefício vencido pela soberba. O bem que faças é bem em triunfo no teu coração. Receber o retributo seria diminuir-lhe a significação do que realizaste. Bendize, assim, os ingratos e ora por eles, porqüanto estão em piores condições do que supões e se puderes, ajuda-os mais, pois a felicidade é sempre maior naquele que cultiva o amor e a misericórdia, jamais em quem recebe e esquece, beneficia-se e despreza o benfeitor. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
DE ÂNIMO INQUEBRANTÁVEL Em teu compromisso pessoal de renovação contínua com Jesus, precata-te contra os fatores circunstanciais, sutis e perigosos que se te insinuam, transformando-se, posteriormente, em teus algozes impiedosos. O ácido da ingratidão, o fel da amargura demorada, o vinagre da revolta constante, a truculência da rebeldia, a sombra da dúvida, a lâmina da maledicência, o veneno da ira, o’ azinhavre da preguiça e todo um cortejo que lentamente penetra, domina as engrenagens do teu labor, emperrando a máquina das tuas aspirações e sitiando-te no canto escuro do ceticismo ou no poço fundo da soledade. Em lugar deles deixa que se te instalem o labor exaustivo pelo bem, o aroma da esperança nas ações, o óleo do otimismo nas peças enferrujadas pela decepção, a chama da alegria em toda a atividade, a presença da tolerância na luta, o amplexo da fraternidade autêntica junto aos demais, a paz da paciência e o tempero do bom humor, de forma estimulante para os momentos asados em que os problemas pareçam ameaçar consumir-te. Não faltam os conspiradores da paz nos arraiais do nosso bom viver. Pululam, entretanto, também, os estímulos da santificação quando nos voltamos para as esferas da luz. Fitando o sol e deixando-te por ele deslumbrar, énatural que nem sempre te detenhas no solo e os teus pés sejam feridos, agredidos pela urze e pelo pedrouço que terás de calcar. Não obstante, ao atingires o planalto que te deslumbra, à frente, donde poderás vislumbrar os horizontes sem fim da plenitude da vida, serão de somenos importância os óbices vencidos, que ficaram para trás, os problemas superados que deixaste à margem. Cada alma, porém, segue até onde pode. Não sejas daqueles que coletam mágoas, que desertam, que desconfiam, que ruminam desesperos íntimos, que modificam a estrutura de fatos ao prazer do desequilíbrio interior. . Filho da luz divina, marchando na direção do Pai, deixa as bagas de amor como gotas de orvalho e de carinho pelos caminhos percorridos, porque o homem será sempre, hoje ou mais tarde, o que se faça de si mesmo. Forte, deverá vencer as paixões; fraco, deverá fortalecer-se em Cristo para a vitória de si mesmo. E entregando-te em clima de total confiança a Deus triunfarás, porque tal é a meta que a todos nós está destinada. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
SOB DORES EXTENUANTES Sobraçando dores e aturdido no báratro das interrogações sem respostas imediatas, exaures-te sem consolo, face às sucessivas desilusões e amarguras. Tens a impressão de que desmoronaram os teus castelos de esperança como se fossem de névoa brilhante diluída pela ardência do áspero sol do desespero. Todavia, não obstante o acúmulo dos sofrimentos que te gastam, esmagando os teus anelos, quais arietes da impiedade que destrói, dispões da confiança em Deus e não deves desistir da luta. Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes. Reconforta-te na decisão das atitudes sãs a que te entregas e não permitas que as leviandades dos fracos e irresponsáveis tisnem de sombras os claros céus do teu porvir. Faze a tua parte ajudando sem, contudo, colocares sobre os ombros o fardo da responsabilidade que te não compete. Ninguém se poupa às dores, inevitáveis, na senda evolutiva. Não é justo, porém, permitir que estas esmaguem ou anulem os objetivos relevantes da tua promissora e produtiva reencarnação. Muitos dizem que a morte deverá ser o fim dos padecimentos. Sabes que não é assim. Outros asseveram que morrer é consumir-se no caos. Estás informado que a referência não é correta. Cada vida tem a suceder a desencarnação, decorrente dos hábitos a que se afervore. Para o Além conseqüentemente são transferidos os anseios e os sorrisos, os segredos que se revelam e os enigmas que se decifram, as conquistas que se fixam como bênçãos e os desaires que se convertem em canga e carga de espinhos. Resolve aqui, quanto antes, logo surja a oportunidade, os problemas e as complicações. Não te ensejes, no entanto, quedas ou desesperos em razão de ti mesmo ou daqueles a quem amas. Cada ser responde pelos próprios atos, hoje ou mais tarde. Tens a luz da fé, que brilha à frente. Preserva-a e insculpe-a no cérebro, clareando o coração. Segue adiante, mesmo que sobraçando tantas dores, estejas a ponto de parar, de desistir ou de tombar. Coroado de espinhos, ferido por uma lança e atendido na sede por uma esponja vinagrosa, carregando nalma a ingratidão e o olvido dos amigos, sob um céu plúmbeo que ameaçava tempestade, Jesus não parecia um triunfador, confundido com dois bandoleiros que completavam a cena trágica do Calvário... Todavia, era o Incomparável Filho de Deus no supremo abandono dos homens mas em superlativa glória com a Divindade, mediante cujo testemunho atingia o ápice do seu ministério de amor entre as criaturas. Pensa nisso, alma sofredora, e não desfaleças. Dor é bênção libertadora, através da qual se rompem os encantamentos da ilusão e da fatuidade, dando ensejo à ímarcessÍvel conquista dos inalienáveis tesouros do espírito eterno, ditoso após a luta redentora. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
GLÓRIAS E INSUCESSOS Pessoa alguma se encontra em clima de privilégio, enquanto na vilegiatura material. Triunfos e galas, destaques e fortuna, saúde e lazer não significam concessões indébitas que alguém pode usufruir sem o ônus da responsabilidade. Empréstimos superiores ensejam aquisições relevantes, de que nem sempre sabem utilizar-se os transitórios mordomos dos valores terrenos. Teste para os portadores dos títulos e láureas, dos bens e moedas, são também exemplo da excelsa misericórdia, a fim de que todos se possam adestrar na movimentação dos recursos que levam à dita ou à aluci nação, mediante o uso e a direção que cada um resolva dar às posses vulneráveis. Isto, porque, as alegrias facilmente se convertem em tristezas, as honrarias e glórias se transmudam em amargura e desaire, as moedas e títulos se consomem e desaparecem, a saúde e o lazer passam, enquanto a vida física se extingue. Somente perduram o que se fez das posses, quanto se armazenou em bênçãos, tudo que se dividiu em nome do amor, multiplicando esperança e paz. Ninguém que esteja em estado de desgraça, enquanto transitando nas roupagens carnais. Soledade, pobreza, doença, limitação, esquecimento constituem provas redentoras de que se utilizam os excelsos mentores encarregados da programática reencarnatória, para a educação, a ascensão e a felicidade dos que tombaram nos fossos da loucura e da criminalidade, quando no uso das disponibilidades que lhes abundavam no passado. Desgraça real é sempre o mal que se faz, nunca o que se recebe. Insucesso social, prejuízo econômico, fatalidade são terapêuticas enérgicas da vida para a erradicação dos cânceres morais existentes em metástase cruel nos tecidos do espírito imortal. Nesse sentido, a soledade se enriquece de presenças, a enfermidade passa, o abandono desaparece, a limitação se acaba, a pobreza cede lugar à abundância e, mesmo ocorrendo a morte, a vida espera, em triunfo, após a cessação dos movimentos do corpo. Êxitos e desditas à luz do Evangelho se apresentam comumente em sentido oposto à interpretação imediatista dos conceitos humanos. Na mangedoura, entre pecadores, no trabalho humilde, convivendo com os deserdados, reptado e perseguido pela argúcia dos vencedores terrenos, largado numa cruz, Jesus é o símbolo do triunfo real sobre tudo e todos, em imperecível lição, que ninguém pode deslustrar ou desconhecer. Toma-o por modelo e não te perturbes nunca! Nas glórias ou nos insucessos guarda-te na paz interior e persevera no amor, seguindo a rota do Bem inalterável. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
JULGAMENTO ERRÔNEO Por imprevidência permites que a mágoa se te assenhoreie do intimo face ao triunfo de pessoas arbitrárias, ardilosas e desonestas. Examina-lhes, superficialmente, as atitudes, e, como os vês alçados ao triunfo transitório do mundo, deixas-te consumir por insidioso despeito, senão por surda revolta, como se estivesses a tomar nas mãos as diretrizes da vida para agir conforme as aparências. Crês que mereces mais do que eles, os insensatos e perversos, que galopam sobre a fortuna e a glória, sem te dares conta de que as determinações divinas são sábias e jamais erram. Ante os problemas que te surgem, comparas a tua com a existência de filhos ingratos que tudo recebem, de esposos infiéis que são bem aceitos no grande mundo, de amigos desleais que, não obstante, vivem cercados pela bajulação dourada. Não te agastes, porém, indevidamente. Corrige a visão e muda a técnica de observação. Cada espírito é um ser com programação própria, fruto das suas realizações pessoais. Não se pode examiná-los e julgá-los em grupo. Aliás, ninguém pode com acerto total julgar o próximo. Conveniente, por isso, fazeres a parte que te compete, na programática da vida e prosseguires sem desfalecimento, nem desaires. Ontem estiveste aquinhoado com a mordomia de valores que desperdiçaste. Já fruíste de afeições abnegadas que desconsideraste. Passaram pela porta das tuas aspirações alegrias e bênçãos que malsinaste. Por algum, tempo sobre os teus ombros pesaram as cangas da governança e da responsabilidade, que arrojaste fora leviamente. Amigos cantaram aos teus ouvidos as músicas da fraternidade e as transformaste em patéticas, após traições e infâmias. Esvaziaste a ânfora da esperança, arrojando fora as concessões do bem. . Agora carpes, experimentas faltas, registras sofrimentos, anotas soledade... Reformula conceitos, opiniões e arma-te de paciência e valor a fim de prosseguires otimista. É sempre dia para quem acende a luz da fé no coração e usa o amor nas realizações a que se afervora. Vens de experiências fracassadas e estás em tentativas de equilíbrio. Não te desencantes. Agora é a vez dos outros. Fruem hoje o que possuíste ontem. Ajuda-os a não caírem na alucinação que te venceu, orando por eles, não os invejando, nem pensando mal a respeito deles. Além disso, eles sabem como estão construindo a ilusão, os recursos de que se utilizam e isto basta-lhes como punição gravada na consciência, de que não se conseguem libertar. Sorriem em público e choram a sós. Gozam em sociedade e reconhecem-se solitários. Por penetrar no âmago das questões e no cerne das consciências, afirmou Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo”. Faze a paz com todos e fruirás das messes da paz, não julgando, condenando ou perseguindo ninguém. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
CRÍTICOS IMPIEDOSOS Não te permitas a atribuição de avinagrar as horas de outrem mediante o ingrediente da crítica contumaz ou da censura incessante. Há muitos críticos na Terra que apenas vêem o que lhes apraz, conseguindo descobrir o humilde cascalho no leito de um rio de brilhantes preciosos. Sua argúcia facilmente aponta erros, aguça detalhes negativos, embora insignificantes. São perfeccionistas em relação às tarefas alheias, combativos contra os companheiros de lide, nos quais sempre descobrem falhas, descoroçoando, facilmente, quando no lugar daqueles aos quais combatem. São críticos, porém, incapazes de aceitar as apreciações que os desagradam. Quando advertidos ou convidados ao diálogo franco, de que se dizem partidários, justificam os enganos e justificam-se, não admitindo admoestações ou corrigendas. Há, sim, muitos desses críticos na Terra. Ouve-os, mas não te detenhas nas suas apreciações. Segue adiante e porfia sem desânimo. Eles também passarão pelo crisol das observações alheias, nem sempre sensatas ou verdadeiras. Sê tu aquele que ajuda com alegria em qualquer circunstância. Mesmo que te agridam, ora por eles e não os ames menos. Não tens o dever de agradá-los, é verdade, porém não os tenhas como inimigos. Sem que o saibam ou porque insistam em ignorálo, necessitam de tua amizade pura e desinteressada. Assistido por tais críticos impiedosos e por eles insistentemente perseguido; fiscalizado por tais “defensores da verdade” e por eles combatido; seguido a cada passo por frios e céticos reprochadores e por eles azorragado verbalmente, Jesus prosseguiu sereno, por saber que os doentes mais inditosos, são os que se recusam reconhecer a posição de enfermos, quando os piores cegos são aqueles que não querem ver Buscando o “reino dos céus”, não contes com os enganosos aplausos da Terra, bendizendo os teus críticos, os fiscais insensíveis da tua conduta, que, sem quererem, te impelirão para Jesus, o fanal que desejas honestamente lograr. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
PROSSEGUIR SEMPRE No serviço deve-se descobrir a emulação para o desiderato, conscientizando-se cada vez mais do quanto deve ainda fazer, ao constatar insucesso no serviço realizado. Diante da agressividade que explode ameaçadora, indispensável redobrar a paciência; em face da deserção de colaboradores antes devotados, mais ampla fidelidade ao serviço; junto ao desespero coletivo, confiança inabalável; se grassam a maldade, o comentário ácido, a ingratidão mesquinha, o rigor dos fiscais da inutilidade, a sanha feroz dos perturbados em si mesmos pelas paixões mais vis, indubitavelmente são exigidas maiores somas de renúncia e fé, persistência e otimismo, porqüanto, no solo sáfaro, são imprescindíveis mais adubo e irrigação para o êxito da sementeira, o mesmo ocorrendo, nas paisagens inditosas dos espíritos equivocados... Desfalecer, porém, na luta, nunca! O êxito de uma engrenagem complexa depende da exatidão de cada peça. A eloqüência de um discurso decorre da colocação correta de cada palavra na elaboração do conceito harmonioso. A musicalidade sinfônica pertence ao ajustamento de cada nota melódica. O mesmo acontece de referência aos empreendimentos superiores a que te vinculas. Momento a momento, ação a ação, esforço a esforço lograrás a meta, se prosseguires sempre, sem pressa, todavia sem desânimo. Cada dissabor que experimentes sem descoroçoamento, na estrada do bem, é um êxito no entesouramento de bênçãos íntimas. Toda dificuldade defrontada no desdobrar dos esforços torna-se um convite a mais eficiente reflexão para segura superação. Aquele que desiste, vitimado pelo receio injustificado ou arrimado ao desânimo indesculpável, perde o excelente veículo da oportunidade que lhe propiciaria o triunfo sobre si mesmo, granjeando a felicidade pela farta sementeira do amor a assimilar-lhe o caminho vencido. Aos sinais de cansaço, inquietação íntima, desânimo sorrateiro ou indiferença em plena atividade fraternal, resguarda-te na oração e cuida-te. Inimigos embaraçosos que se exteriorizam de ti mesmo bloqueiam os centros de interesse, frenando os teus impulsos nobres, com iminente perigo de arrojar-te nas rampas da desdita e da loucura. Impõe-te vigilância e porfia. Armado com a “couraça da fé” e os hábeis recursos da perseverança, da humildade e da caridade no coração, conseguirás readquirir a confiança e o otimismo, porqüanto a “fé remove montanhas”, quando o amor luze nalma e se prossegue no dever, conforme elucidou Jesus. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
PASSADO E DOR No passado espiritual de cada criatura se inscrevem as causas dos sofrimentos humanos. Enfermidades irreversíveis, problemas teratológicos, perturbações psíquicas de largo porte, limitações e mutilações físicas, degenerescências orgânicas e mentais, aberrações congênitas procedem do uso indevido e abuso do livre arbítrio quando de outras experiências evolutivas em reencarnações pregressas. É das Leis divinas que ninguém pode abusar impunemente dos tesouros inalienáveis de que usufrui na condição de ser inteligente. A realidade física impõe deveres para com os implementos orgânicos e as delicadas peças encarregadas das manifestações intelectuais, concedidas pela Divindade para a aquisição de sabedoria e felicidade para o Espírito em evolução. Os desregramentos de qualquer expressão impõe necessidades reparadoras que gravam nos recessos do Espírito as matrizes que organizarão as futuras engrenagens de que se utilizará a vida para realizar as altas finalidades. Não obstante os problemas e as dores que traduzem necessidade urgente de reparação interior, é também da Lei que toda aquisição de ordem superior funcione como bênção que faculta liberação carcerária no programa de resgate espiritual. Equivale a uma compensação de que se utilizam os Benfeitores da Humanidade para minimizar as angústias e expiações necessárias aos calcetas, em razão da própria depuração. As leis que regem o Universo são de amor, e o amor não implica em conivência com os engodos e erros do ser amado, antes se estabelece mediante o impositivo da sua libertação e da sua ascensão para Deus. Normalmente os que padecem determinadas constrições orgânicas e mentais, como expurgatórios abençoados, se tornam causas de dores angustiantes para pais, familiares e amigos. Ocorre que todo aquele que se encontra vinculado direta ou indiretamente aos que expunge, aí não estão a- expensas do acaso, na condição de vítimas que sofrem injustamente. Não há equívocos no Estatuto Divino. Antigos comparsas, sequazes de loucuras, êmulos e estímulos de desequilíbrios, fatores causais de suicídios chocantes e homicídios hediondos renascem no mesmo grupo genético, a fim de participarem do resgate das suas vítimas ou dos seus cômpares. O mesmo ocorre em relação aos seres queridos que retornam à Vida Espiritual de surpresa, deixando na retaguarda pais e amigos com a alma dilacerada. Antigos suicidas, que volvem a cumprir período não resgatado, vinculam-se àqueles antigos amores que os levaram à alucinação autocida, deixando-os mergulhados na rude saudade, mortificados pela dor... O presente, porém, é ensancha sublime que a todos compete aproveitar. Enxuga o pranto, transforma a saudade em sinfonia de esperança, atende à enfermidade, conduze resignado a cruz dos padecimentos libertadores, confia e espera. O amanhã será o teu dia de sol e de bem-aventuranças. Não desfaleças ante as conjunturas aflitivas. Desde que provéns do passado de erros e perturbações, edifica o teu porvir de venturas, amando, servindo e renunciando desde agora, porqüanto o bem é a única linguagem eterna a produzir incessantemente felicidade plena e sem jaça. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
VÍCIOS E DELITOS Condicionamentos passados fortemente fixados nos tecidos sutis do espírito ressurgem como incontidas impulsões, que se transformam em vigorosos senhores dos que lhes padecem a injunção. Procedentes do pretérito espiritual, fazem-se dilaceração da alma desde cedo, quando o processo da reencarnação se consuma. Constituem imperiosos tormentos que aparecem reiteradamente, dominam e destroem os seus êmulos. Formam as paisagens lôbregas do mundo moral da criatura humana. Tomam corpo em decorrência dos maus hábitos, estimulados pela insensatez, cultivados pela permissividade social. Assumem aspeto inocente e se incorporam à personalidade, tornando-se uma segunda natureza que absorve os recursos superiores da vida, culminando por seviciar e vencer os que derrapam na sua inditosa direção. Defluem de inspirações perniciosas de mentes desencarnadas, em processo insinuante de obsessão simples, que se converte em subjugação selvagem, mediante a qual os cômpares se sustentam e se extremunham, infelicitando-se reciprocamente em doloroso processo de longo curso em que se interdependem, amargurados. Possuem uma gênese e uma gama diversa e complexa. Todos decorrem do espírito dúbio e procedem da fraqueza interior dos que se acumpliciam em consórcio de dependência inditosa. Florescem, pestilenciais, na alma, na mente e no corpo. São paixões dissolventes que envenenam com tenacidade, em programática segura. Seja sob qual aparência os descubras em ti, não lhes dês trégua. A mentira inocente estimulada transforma-se, um dia, numa calúnia bem urdida. Uma taça de licor singela, repetida, faz-se veículo de alcoolofilia martirizante. Um delíquio moral momentâneo, aceito com naturalidade, abre as portas da dignidade à corrupção. Sê severo nos teus compromissos morais, nas tuas relações sociais, impondo-te elevação e austeridade. Um descuido, uma concessão e se estabelecem os vínculos inditosos. Morigeração e cuidado deves manter, mesmo que os outros se favoreçam com maior soma de liberdade, a fim de preservar-te das artimanhas dos vícios e delitos que trazes do ontem, que podes adquirir hoje e que estão fáceis por toda parte... Sublimes realizações, tarefas nobilitantes que suportaram graves investidas do mal, homens e mulheres resolutos que se ofereceram ao bem e ao dever, tombaram, inermes, ante os vapores dos vícios sociais e delitos morais aparentemente ingênuos, que terminaram por vencer as decisões robustas em que fraquejaram... Vigia e perscruta teus sentimentos. Se descobrires tendências e inclinações não adies o combate, nem te concedas pieguismo. Luta e vence-os de uma vez, arrebentando os elos mantenedores da viciação e dos delitos, a fim de lograres o êxito que persegues, anelas e necessitas. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
DORES E JUSTIÇA Semelhantes a sementeira produtiva, imbatível, ei-los que retornam. Sofrimentos que supunhas superados dilacerando as fibras do espírito; obstáculos imprevisíveis de que já esqueceras, causando receios justificados; danos morais para os quais te acreditavas preparado, espezinhando tua fortaleza íntima; enfermidades contínuas cansando tuas disposições de otimismo; problemática financeira reduzindo possibilidades aquisitivas; angústias que dormiam anestesiadas, volvendo, imprevisíveis, ameaçadoras; debandada de amigos e afetos que foram adiante, deixando-te quando deles mais necessitavas. E, inumeráveis outras conjunturas afugentes, conspirando contra os teus esforços de progresso e ascensão. Todavia, só assim progredirás, ascenderás. O aguilhão é, por enquanto, o mais eficaz impulsionador para muitos espíritos. Clima de paz, conforto fácil e família ditosa geralmente criam problemas outros, que somente no grabato de aflições vigorosas podem ser considerados. Não recalcitres, por isso, nem renteies com os desesperados, engrossando suas fileiras. Isto também passará, como já transitaram no tempo e no espaço outras conjunturaS e acontecimentos. Os que se supõem vitoriosos estão semeando o amanhã... Não poucos deles, embora fartos, atiram-se açulados pela monotonia que dizem sofrer aos espetáculos fortes da leviandade que produz loucura, tentando emoções novas. Correm atônitos ou desfilam fantasiados e iludidos, invejados, mas igualmente insaciados. Refestelam-se na comodidade, todavia, carregam outros problemas, que não te são peculiares, graças à posição em que te situas. Agradece a Deus ‘a carga de penas que te sobrecarrega, no entanto te proporciona benéficas reflexões, fazendo-te sonhar com o amanhã tranqüilo. Não penses exclusivamente em termos de atual reencarnação. Reflete na dimensão da vida futura, a verdadeira, e promove os teus dias porvindouros carpindo e resgatando as dores que te alcançam, provindas de qualquer procedência, certo de que a justiça da paz te encontrará, como já te atingiu a justiça para o resgate... A libertação não precede a caminhada redentora. Não te amofines, prosseguindo otimista, haja o que houver. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
DIANTE DO DESTINO Falso o conceito sobre os que “estão fadados ao mal “. Equivocado o ensino de que a “sorte é responsável pelo destino de cada homem. Absurda a teoria em torno dos que devem irremissivelmente “sofrer desgraças. Lamentável a idéia que impele o ser a “fazer o que deve fazer” na contingência do erro e da desdita. Sem fundamento a asseveração da “fatalidade para o infortúnio O destino individual resulta dos atos de cada criatura. Por isso mesmo, a todo instante, sofre injunções positivas e negativas que lhe alteram a planificação. No determinismo das Leis, há opções que decorrem do comportamento do espírito em experiência evolutiva, dispondo e orientando sempre para as trilhas liberativas e felicitantes. Ninguém, portanto, em desvalimento, atirado à irrefragável derrota. Querer ou não querer, esforçar-se ou não pelo triunfo pessoal, depende de cada aprendiz da vida. Açulado, perseguido por fatores inditosos, arrojado a situações perniciosas, mesmo assim o homem é responsável pela sua acomodação tácita ou pelo empenho de superação das injunções, que devem funcionar como valiosas experiências para a fixação do dever nobre, do bem atuante nos painéis da sua mente encarnada. Açodado por inspiração obsessiva ou compelido pela impulsividade malsã de companheiros aturdidos, a responsabilidade da decisão te pertence. Não transfiras culpas, escudando-te no destino, ou no propelimento da natureza íntima, ou nos fatores circunstanciais. Reencarnação é oportunidade de soerguimento e não de desaire ou queda. Acumpliciamento com o mal é afinidade para com ele. Sintonia com o bem é sede de amor e ânsia de felicidade. A ascensão ou a queda será decorrência do teu livre arbítrio, desde que, em todo momento, o Senhor te faculta recursos excelentes com que podes discernir, optar e agir... Em situação que te pareça aziaga, ao invés da deserção do dever, da revolta precipitada, do desvario, recolhe sensatez, prudência, amadurecendo intimamente e interiormente modificando-te. Lição é o prêmio da vida, como a experiência representa aquisição preciosa do esforço pessoal, intransferível. De forma alguma desistas de lutar, de tentar em esforço de reabilitação, de repetir a tarefa até lograr a vitória. Só há fatalidade para o bem sendo as determinações de provação e expiação, capítulos e ensaios redentores para os equivocados que se demoram nas experiências primárias da evolução. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
DIANTE DO PROGRESSO Embora os respeitáveis índices que atestam as valiosas conquistas do progresso científico, nos múltiplos campos de realizações, não te descures da ação evangélica nos cometimentos evolutivos a que te afervoras. A astronáutica sonha por atingir as estrelas e decifrar-lhes a grandeza; o Evangelho permanece cuidando do homem na Terra, elucidando-o quanto aos deveres que lhe cumpre realizar. A cibernética elabora técnicas para lançá-lo com segurança através das distâncias imensuráveis; o Evangelho luta, porém, para equilibrá-lo na sociedade onde cresce espiritualmente. A ciência em geral tenta resolver os problemas que afligem a criatura impelindo-a para fora; o Evangelho projeta-lhe claridade íntima, ajudando-a a romper as amarras que a fazem infeliz. Os métodos científicos atam os seres às conjunturas da sua limitação; o Evangelho libera-os dos impedimentos que os retêm na retaguarda da evolução. O tecnicismo procura amenizar as asperezas e as constrições que decorrem do mundo moderno; o Evangelho elucida quanto à razão dos sofrimentos e elimina os óbices que impedem o homem de avançar. Ninguém como Jesus conseguiu, jamais, produzir tão elevados padrões de valorização do homem, sem as complexidades de que hoje se utilizam as criaturas, sem que logrem expressivo êxito. Desfilaram ante Ele os mais diversos biótipos humanos e sociais, recebendo seguras diretrizes. A todos dispensou a mesma solidariedade fraternal e moral, sem alarde, sem restrição. Não se utilizando de qualquer tipo de prolixidade, ensinou a metodologia do amor que “cobre a multidão dos pecados”, mediante a vivência que se permitiu, amando indistintamente. Da chamada ralé ergueu protótipos de nobreza e da nobreza temporal levantou a culminância da dignidade real príncipes e doutos, através dos mesmos recursos de ternura e sabedoria. O progresso, para ser legítimo, não pode prescindir da elevação moral dos homens, que se haure no Evangelho, sempre atual. As conquistas da inteligência, embora valiosas, sem a santificação dos sentimentos, conduzem ao desvario e à destruição. Para serem autênticas as aquisições humanas, devem alicerçar-se nos valores éticos, sem os quais o conhecimento se converte em vapor tóxico que culmina por aniquilar quem o detém. Estudo, pesquisa, sim, mas amor também. Examinando a problemática da evolução, os Mensageiros encarregados da Codificação Espírita foram taxativos: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.” Nem o amor sem equilíbrio, arrebatamento que revela paixão e desconserto interior, nem a instrução intelectual sem o conteúdo de amor, a transformar-se em vapor alucinante de vaidades perniciosas quão destrutivas. Sem o equilíbrio das duas asas a ave não consegue voar, plainando nas alturas. Amor e conhecimento são as asas harmoniosas para o progresso do homem e dos povos, progresso que, não obstante as paixões nefastas ainda predominantes na natureza animal do homem, será impossível de ser alcançado. Inexoravelmente o homem avança e sem apelação crescem as sociedades na direção da felicidade, porque é da Lei que o espírito jamais retrocede, progredindo sempre e com ele a sociedade humana, representada pelas nações, evoluindo sem cessar. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
A RÁDIO RIO DE JANEIRO APRESENTA A PEÇA TEATRAL
O CÉU E O INFERNO DE ALLAN KARDEC
DE 11 A 18 DE JULHO - SEXTAS ÀS 19hs.
TEATRO AMÉRICA Rua Campos Sales, 118. Tijuca - Rio de Janeiro
Ingresso antecipado: R$10,00 Na Hora: R$20,00
INFORMAÇÕES: 3137- 4261
REFERÊNCIAS ENCOMIÁSTICAS Agredido pela pedrada rude com que a impiedade zurze a sua malquerença ante o bem em triunfo, não desfaleças na desincumbência do ideal. O petardo que te alcança, mesmo ferindo a sensibilidade da tua alma ou rasgando a tecedura fisiológica do teu corpo, é bênção de que podes retirar incalculáveis resultados opimos. O agressor é sempre alguém em aturdimento, de que a Lei muitas vezes se utiliza a fim de chamar-te a atenção e situar-te no devido lugar de trabalhador da Causa das minorias do Evangelho. Perigoso, entretanto, na tarefa a que doas o melhor dos teus sentimentos, é a referência encomiástica, exaltada e perturbadora. Semelhante a punhal disfarçado em veludo, penetra-te e aniquila as tuas decisões superiores, fazendo-te desfalecer. E comparável a veneno perigoso em taça de cristal transparente. Chega-se aos lábios da alma pruduzindo imediata intoxicação. Necessário colocar-te em atitude de defesa contra os que aplaudem, os que enaltecem, os que, momentaneamente iludidos, podem transformar os teus sentimentos que aspiram à paz, em perturbações que desejam a glória efêmera. Sabes pela experiência que o bom amigo traduz os seus sentimentos invariavelmente pelo testemunho da solidariedade silenciosa, da ação produtiva e do amparo fraternal, do que mediante as palavras explosivas, carregadas de lisonja. O júbilo que explode no momento de exaltação também se converte em máscara de ira no momento de desgraça. Poderás identificar o apoio ou a ressalva, o acerto ou o equívoco dos teus cometimentos se te exercitares no hábito salutar da reflexão e do exame das atividades encetadas. “O bom trabalhador”, disse Jesus, “é digno do seu salário.” E o salário de quem trabalha com o Cristo é a paz da consciência correta. O lídimo cristão sabe que tudo quanto faça nada faz, em considerando a soma volumosa de bênçãos que usufrui quando nas tarefas do Senhor. Não te deixes, portanto, perturbar pela balbúrdia dos companheiros aturdidos, de palavras fáceis, gestos comovidos que te trazem o encômio vulgar, instru mentos, quiçá, de mentes levianas da Espiritualidade inferior interessadas na tua soberba e na tua queda. Vigia as nascentes donde procedem o elogio e não o apliques a ninguém, nem te facultes recebê-lo de ninguém. É verdade que todos necessitam do estímulo. Entre o estímulo sadio e a palavra enganosa medeia uma grande distância. Poderás incutir no teu amigo o estímulo de queele precisa. Um gesto de ternura numa expressão da face em júbilo edificante, mediante a palavra bem dosada com expressões de equilíbrio, terçando armas ao lado, quando ele necessita de alguém e participando com ele da experiência da fé, no amanho do solo dos corações com o arado da caridade e a perseverança do tempo, são atestados inequívocos de aplauso nobre. Encômios, Jesus, o modelo excepcional de todos nós, nunca recebeu dos que O cercavam. A dúvida, porém, a suspeição rude, a injunção negativa, a coroa de espinhos, o cetro do ridículo, o manto da chocarrice e a cruz da ignomínia sim, Ele os aceitou em silêncio, e, não obstante, representava a Verdade máxima que jamais a Terra recebera. Não pretendas, a serviço d’Ele, superá-lo sem lograr sequer o que Ele jamais almejou: o triunfo equivocado das criaturas humanas. Preserva-te nos postulados e tarefas do bem e ocorra quanto ocorrer, sê-Lhe fiel sem fantasias, sem enganos e sem aceitar as expressões encomiásticas que a tantos tem iludido e derrubado no cumprimento do dever. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
|  | Encontro da Mocidade na COMEERJ. |
REFREGAS DA EVOLUÇÃO Apesar das rudes refregas da luta, não te deixes abater. Sob o peso de indescritíveis aflições, não te guardes à sombra do desalento. Mesmo que os caminhos estejam refertos de dificuldades, não estaciones desanimado na jornada empreendida. Aprende com a natureza: a terra sacudida pelo desvario dos ventos renova-se, cessada a tormenta; o solo encharcado retoma a verdura e o arvoredo esfacelado cobre-se, novamente, de flores. Em toda parte a vida se renova incessantemente, sob o látego das aflições, convidando-te a imitar-lhe o exemplo. Não permitas, assim, que o pessimismo, esse conselheiro soez, balbucie aos teus ouvidos expressões de desencanto junto às tarefas elegidas. Recorda Jesus, abandonado, traído, em extrema solidão, plantando sozinho a espada luminosa do dever, desde então transformada em marco de luz para a humanidade inteira. Não te meças por aqueles que tombaram, deixando-te empolgar pelas deficiências deles. A terra não se sente desrespeitada com o cadáver que lhe macule o solo. Recebe a dádiva da decomposição celular como bênção e transforma os tecidos apodrecidos em energias novas que são preciosas a Outras vidas. Se o companheiro ao teu lado cair, porque te desalentares? Encoraja-te e reflete que, apesar do fracasso dele, necessitas chegar ao fim. Não te intimides com o insucesso alheio. A correnteza não cessa o curso porque a lama se encontra à frente: atravessa as camadas da dificuldade e surge, novamente límpida, adiante para abraçar o mar que a aguarda ao longe. Se o amigo não teve a felicidade de manter o padrão de equilíbrio que se fazia necessário, na tarefa empreendida, conduze a mensagem que ele não pode levar aos angustiados que te esperam, ansiosos, à frente. Fita a face dos triunfadores e deixa-te estimular pelo exemplo deles. O caminho do Calvário é a história de uma grande solidão e toda a Boa Nova é um hino de fidelidade ao dever. O Mestre nem sequer repreendeu Judas, ou censurou Pedro, ou doou taça de fel a Tomé, em dúvida. Fez-se o atestado vivo e imortal do Pai, transformando-se em caminho para todos os arrependidos que o desejem seguir. Na Boa Nova, a queda de cada discípulo é uma advertência para a vigilância dos que vêm depois; a deserção do aprendiz representa um convite à perseverança dos novos candidatos à escola universal do amor. Robustece o ânimo, amigo do Cristo, fita o sol generoso a repetir sem cansaço a mensagem da alvorada diariamente, e segue fiel, de fronte erguida e coração içado ao bem, mantendo a tua comunhão com o Mestre nos deveres que te competem, certo de que não seguirás sozinho. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
ABNEGAÇÃO Mais profunda do que a ação de solidariedade, pura e simplesmente. Mais nobre do que o gesto asceta de desprezo e indiferença pelo mundo. Mais elevada do que o altruísmo no seu sentido sociológico. A abnegação é a oferenda de amor ao próximo que leva ao sacrifício como forma inicial de caridade relevante. Tem origem nos pequenos cometimentos do auxílio fraternal, com renúncia pessoal, mediante a qual a imolação reserva para quem a exerce a alegria de privar-se de um prazer, em prol do gozo de outrem. Uma noite de sono reparador trocada pela vigília junto a um enfermo não vinculado diretamente aos sentimentos, quer pela consangüinidade ou por interesses de outra procedência; A cessão de um bem que é preciso e quiçá faça falta, desde que constitua alegria de outra pessoa; A paciência e a doçura na atitude, com esforço e sem acrimônia interna, na desincumbência de um grave mister, dirigido às criaturas humanas; A jovialidade, ocultando as próprias dores, de nodo a não afligir aqueles com os quais se convive; A perseverança discreta no trabalho mortificante, sem queixa nem enfado, desde que resultem benefícios para os demais; A ação não violenta, o silêncio ante a ofensa, a não defesa em face de indébitas acusações, considerando, com esse esforço sacrificial, não comprometer nem ofender a ninguém, são expressões de renúncia ao amor-próprio, dando lugar à abnegação, que ora escasseia entre as criaturas, e, no entanto, é essencial para a construção do bem entre os homens da Terra. Um gesto de abnegação fala mais expressivamente do que brilhantes páginas escritas ou discursos de alta eloqüência e rebuscada técnica retórica. A abnegação felicita quem a recebe, mas santifica quem a exercita. O utilitarismo e o imediatismo modernos encontram soluções eufemistas, por meio de processos de transferência para as realizações que recomendam a abnegação de cada um. Nesse sentido o egoísmo é um entrave dos mais impeditivos para a consecução do sacrifício com que se pode enflorescer de bênçãos a cruz da abnegação. Diante de um esforço que te cabe brindar a alguém que sofre, não transfiras a oportunidade de ser abnegado. Sob pretexto algum te poupes à operosa produção da felicidade, se o cometimento te exige abnegação. Melhor ser o sacrificado pelo bem e pelo progresso dos seres do que o usufrutuário das coisas. No ato de espalhar o conforto moral, não entre teças opiniões desairosas, nem te apresentes na condição de mártir a fim de inspirares simpatia. Sê autêntico no dever. O abnegado se desconhece. Ama com devotamento, e a flama do amor que lhe arde no íntimo raramente dá-lhe tempo para pensar primeiro em si, porqüanto os problemas e as dores dos seus irmãos em Humanidade têm para ele regime de prioridade. Se, todavia, desejares um protótipo que te expresse com mais veemência a grandeza da abnegação, recorre a Jesus que, em se esquecendo de si mesmo, abraçou a cruz do sacrifício, a tudo renunciando, a fim de, por essa forma, testemunhar o seu afeto e devoção por todos nós. Oxalá, assim, a abnegação te dulcifique o ser e te faça realmente cristão. LEIS MORAIS DA VIDA DIVALDO FRANCO POR JOANNA DE ÂNGELIS
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Obrigada novamente pelo carinho! Adorei a foto. Beijos |
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Obrigada pelas palavras tão especiais e tão lindas! Saiba que me fizeram muito bem hoje.
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Muito obrigada de coração!! Amei!!! Você é um amor!!! Mil beijos |
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Oi, Edu, não sei quando nos chega a sensibilidade, mas acredito que ela nasça conosco, e só vimos a descobri-la quando os percalços nos alcançam e procuram nos DERRIBAR, Tens razão quando dizes que o jovem de nossa idade encontra desafetos poderosos como preconceito, em especial quando atingimos o ápice, mas a sabedoria nos ensina que a vida continua, e pelo que postas em seu portal, isto você não desconhece. Abraços. |
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Oi, Edu! Vim retribuir a visita e um pouquinho do seu carinho e amizade. Mta saúde, luz e paz! Deus te proteja, meu caro! Beijinhos nos eu coração! E....  |
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Oi Eduardo Obrigada pela sua mensagem. A fe mais uma vez surpreendeu a mim e aos medicos. Niguem acredita q estou andando normalmente num periodo tao curto.  |
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Eduardo, desculpe a ausência mas estive fora da cidade. Passei apenas pra desejar uma Feliz Páscoa a voce e todos seus familiares. Que cantinho maravilhoso esse seu!! Beijossss Vivi |
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A meu amigo ao sul. Tenha uma semana grande.  |
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Oi Eduardo, lindissimos os versos que me mandou.... o do veleiro é maravilhoso.....
Repartir nossas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós mesmos.
Beijos no seu coração |
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Olá! Eduardo, obrigado para o convite. O have'nt pesaroso de I respondeu antes, mim foi para trás ao trabalho na noite. A família é ainda fora para os feriados e assim que meu tempo está na demanda. Eu apenas quis parar perto e dizer o ano novo feliz. Eu estarei usando meu tradutor do texto para ler suas entradas enquanto o tempo reserva.
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Caro Eduardo! Desejo para ti um maravilhoso 2008, pleno de Paz, Fè,Compreensao, Tolerancia e Verdade, que o nosso mundo possa encontrar a estrada justa para a resoluçao do grande problema da Humanidade. bjao Marta |
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Eduardo I foi significado a parar perto e dizer o Feliz Natal como agora eu posso o dizer no português com o dae (dispositivo automático de entrada) de um tradutor do texto, assim FELIZ NATAL!
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